Liminar libera Tifanny para atuar pelo Osasco na Copa Brasil após veto em Londrina
Justiça aceita pedido da CBV e considera inconstitucional lei municipal que tentava proibir a participação de atletas trans na semifinal desta sexta-feira.

A atleta Tifanny Abreu está liberada para atuar pelo Osasco São Cristóvão Saúde na semifinal da Copa Brasil Feminina de Vôlei, em Londrina (PR) nesta sexta-feira, 27 de fevereiro. A decisão foi tomada pela Vara da Fazenda Pública da cidade, que aceitou um pedido liminar da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A vereadora Paula Vicente (PT) confirmou em suas redes sociais que a liminar anula o impedimento, classificando a lei municipal como inconstitucional.
O entrave jurídico teve início na noite de quinta-feira (26), quando a Câmara Municipal de Londrina aprovou, em regime de urgência, um requerimento para vetar a participação da ponteira/oposta. O movimento foi liderado pela vereadora Jessicão (PP), sob o argumento de “valorizar a biologia para categorizar a justiça dentro do esporte”. A proibição baseava-se na lei municipal 13.770/2024, que foi promulgada pela presidência da Câmara sem sanção do prefeito e inclui em seu texto proibitório termos como “gay, lésbica, bissexual” e até “cisgênero”.
Diante do veto, a CBV e o time de Osasco acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF), em recurso analisado pela ministra Cármen Lúcia. Especialistas em Direito Esportivo apontam que a legislação interfere indevidamente na organização de competições nacionais reguladas por federações internacionais.
Tifanny atua profissionalmente no vôlei feminino desde 2018, cumprindo todas as normas de elegibilidade da CBV e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Com a garantia jurídica, o Osasco entra em quadra para enfrentar o Sesc RJ Flamengo nesta sexta-feira, às 18h30, no Ginásio Moringão.