quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Brasil

Lula manda demitir presidente do INSS após escândalo de fraudes contra aposentados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a demissão do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, um dos alvos da Operação Sem Desconto, que apura suposto esquema de âmbito nacional que realizava cobranças de mensalidades associativas não autorizadas diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Por Redação | Atualizado em: 23/04/2025 19:08 Siga-nos no Google News
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a demissão do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, nesta quarta-feira (23). A decisão ocorre no mesmo dia em que Stefanutto se tornou um dos alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A demissão de Stefanutto deverá ser oficializada pelo Ministério da Previdência Social, ao qual o INSS é subordinado. A ordem do presidente Lula veio horas após a Justiça Federal já ter determinado o afastamento cautelar do chefe do INSS e de outros cinco servidores públicos, também investigados na operação.

A Operação Sem Desconto apura um suposto esquema de âmbito nacional que realizava cobranças de mensalidades associativas não autorizadas diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Segundo as investigações, a fraude pode ter movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024.

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) / Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A ação policial e da CGU foi de grande escala. Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU foram mobilizados para cumprir 211 mandados judiciais de busca e apreensão em todo o país. Além disso, foram expedidas ordens de sequestro de bens que somam mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária.

As diligências ocorreram simultaneamente em 13 estados – Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe – além do Distrito Federal.

Os investigados no esquema, incluindo o agora ex-presidente do INSS, poderão responder por uma série de crimes, entre eles corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais.

Com a Agência Brasil

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