Mais de 100 professores aguardam a recontratação do Centro Universitário Fieo (Unifieo), após decisão da Justiça do Trabalho, emitida em março, que determinou a reintegração imediata dos docentes dispensados durante greve com um atraso de mais de seis salários.
Segundo o professor Antônio Carlos Roxo, o Unifieo ainda não procurou os docentes para reassumir os postos de trabalho.
O documento também determina a reintegração dos benefícios como plano de saúde e que a instituição se abstenha de contratar professores substitutos, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado.
A Justiça considerou a greve não abusiva, nos termos do artigo 14, da Lei 7.783/89, e bloqueou o bens da instituição e dos sócios, até que a decisão seja cumprida integralmente.
A reportagem tentou contato com o Unifieo, por meio da assessoria de imprensa, que não retornou às solicitações de informações até a publicação desta matéria.
Nesta quarta, 19, o Sindicato dos Professores de Osasco e Região (Sinprosasco) convocou um ato em defesa do Unifieo, às 18h em frente ao bloco prata da instituição, na Vila Yara.
Reforma administrativas e dívidas
A instituição, que tem mais de R$ 20 milhões em dívidas, alega falta de recursos e diz que estuda alternativas para quitar as pendências.
Em janeiro deste ano, professores da Universidade assumiram os cargos de reitor, pró-reitor e iniciaram uma reforma administrativa para reerguer o Unifieo, com plano de demissão voluntária e fechamento de cursos.
O pró-reitor Franco Cocuzza chegou a declarar que se o professor depende apenas de salário do Unifieo, “problema dele”.