Após relatos de alguns usuários que conseguiram acessar o X, antigo Twitter, nesta quarta-feira (18), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que apura o que pode ter ocorrido, uma vez que a plataforma de Elon Musk está bloqueada no Brasil desde o último dia 30.
Diante do episódio, os termos “x voltou” e “twitter voltou” figuram entre os mais buscados na web hoje. O assunto também viralizou nas redes sociais, onde internautas comemoraram o possível retorno da plataforma suspensa por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Alguns usuários conectados a redes wi-fi em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte (MG) que conseguiram acessar a plataforma notaram lentidão no carregamento de imagens e links, segundo o portal “Metrópoles”. A Anatel afirmou, no entanto, que não houve alteração na decisão judicial que bloqueou o acesso ao antigo Twitter, ou seja, ele não deveria estar funcionando.
O que pode ter acontecido?
Ainda não está claro como o X voltou a funcionar, mesmo que de forma parcial, no Brasil. Dentre as principais hipóteses levantadas até o momento estão: uma possível instabilidade relacionada ao bloqueio de algumas redes e/ou uma atualização promovida pela rede social de Musk.
Há rumores de que Elon Musk teria passado a hospedar os servidores do X na Coudflare, companhia norte-americana de referência na distribuição de conteúdo e serviços de domínio localizados entre visitante e provedor de host.
Tal mudança viabilizaria o acesso de usuários brasileiros ao aplicativo, visto que a Cloudflare usa de proxy reverso para fazer a comunicação entre usuário e servidor. A informação, no entanto, não foi confirmada pela empresa ou pelo X, até o momento.
A Anatel e o STF devem apurar se a atualização teria sido uma iniciativa global do aplicativo de Elon Musk ou se foi direcionada somente ao Brasil, levantando a hipótese de que teria sido feita intencionalmente para contornar o bloqueio no país.
Bloqueio do antigo Twitter
A suspensão do X foi determinada após a empresa de Elon Musk descumprir decisões judiciais, fechar seu escritório no país e não apresentar um representante legal no Brasil, conforme exigido pela legislação para empresas estrangeiras operarem no país.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi submetida à 1ª Turma do STF, que votou por manter a suspensão da rede social. Foi determinada também multa diária de R$ 50 mil por descumprimento, inclusive pelo uso de redes privadas como ferramentas de VPN.
O caso se insere ainda dentro de um contexto mais amplo de atritos entre a plataforma de Elon Musk e autoridades de diversos países. No Brasil, Musk é investigado no inquérito de supostas milícias digitais, que apura a atuação de grupos supostamente organizados nas redes para atacar o STF e o processo eleitoral de 2022.