Analista financeira é presa suspeita de desviar quase R$ 2 milhões de banco em São Paulo
A investigação começou após a diretoria da instituição financeira desconfiar do padrão de vida exibido pela funcionária nas redes sociais, considerado incompatível com sua renda
Uma analista financeira foi presa suspeita de desviar quase R$ 2 milhões do banco onde trabalhava, na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ela teria transferido os valores para uma empresa em seu nome e para uma conta bancária da mãe.
No mesmo dia da prisão, nesta quarta-feira (14), os investigadores identificaram outras três transferências não autorizadas, que totalizaram R$ 25 mil. A equipe do 78º Distrito Policial dos Jardins foi acionada pela instituição financeira e encontrou a suspeita durante o expediente.
De acordo com a investigação, cerca de R$ 1 milhão teria sido transferido para uma empresa registrada em nome da analista, enquanto outros R$ 900 mil teriam sido enviados à conta da mãe dela.
Suspeita teria usado acesso ao sistema do banco
A investigação começou após a diretoria da instituição financeira desconfiar do padrão de vida exibido pela funcionária nas redes sociais, considerado incompatível com sua renda. A situação chamou a atenção dos responsáveis pelo banco no fim de agosto.
Durante uma apuração interna, a instituição identificou que a analista havia obtido autorização para movimentar valores em maio de 2025. Até então, segundo as informações apuradas, ela tinha permissão apenas para consultar contas.
A suspeita teria aproveitado uma conta bancária usada para receber valores de operações com cartão de crédito, que não passava por conciliação financeira, para realizar as transferências sem ser identificada.
Após a descoberta de novas movimentações, o banco acionou a Polícia Civil. A mulher foi levada ao 78º DP e presa em flagrante por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança. Dois celulares foram apreendidos.
“Crimes como este, praticados de dentro do sistema financeiro e com quebra de confiança, causam prejuízos milionários e precisam de resposta rápida e rigorosa da Polícia Judiciária. A prisão dela foi fundamental para interromper a ação criminosa e garantir que a autora responda pelos seus atos”, afirmou o delegado titular do 78º DP, Alexandre Dias.
Polícia investiga outros possíveis envolvidos
Para tentar recuperar os valores, foi solicitado o bloqueio das contas bancárias da investigada e da mãe dela. A medida busca permitir que a instituição financeira reaveja parte do dinheiro.
O delegado também pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva, com o objetivo de evitar a repetição da conduta.
A Polícia Civil continua investigando o caso para verificar se outras pessoas participaram do esquema. Até o momento, a suspeita é investigada pelos desvios identificados pela instituição financeira.