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“Continuem rezando por mim”, pede padre de Osasco indiciado pela PF

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Padre José Eduardo Oliveira está entre os indiciados pela PF / Foto: Reprodução/Instagram

O padre José Eduardo Oliveira e Silva, de Osasco, indiciado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento em um plano golpista, pediu orações em suas redes sociais na noite de terça-feira (26).

“Apenas continuem rezando por mim”, escreveu o religioso na legenda de um vídeo no qual seu advogado, Miguel Vidigal, se mostra positivo com relação ao inquérito apresentado pela PF ao ministro Alexandre de Moraes, que cita o pároco de Osasco.

“Hoje, o padre José Eduardo dormirá tranquilo por conta do relatório que a PF apresentou ao ministro Alexandre de Moraes”, afirma a defesa.

“O relatório não traz nenhuma prova séria, concreta de participação do padre em qualquer ato que visasse a quebra do estado democrático. E não apresenta porque realmente não houve. O padre nunca participou disso. Estou persuadido que a Procuradoria-Geral da República deverá pedir o arquivamento deste processo em relação ao padre José Eduardo”, conclui Vidigal no vídeo.

A Diocese de Osasco informou, na última semana, em nota, que “está acompanhando atentamente a investigação conduzida pela Polícia Federal sobre as acusações envolvendo” o religioso e aguarda o desfecho do processo.

“Oração do golpe”

O relatório da PF aponta que José Eduardo teria criado e disseminado uma “oração do golpe” após as eleições presidenciais de 2022. Segundo a Polícia Federal, o religioso teria enviado uma mensagem a um contato identificado como “Frei Gilson”, pedindo que brasileiros, católicos e evangélicos, incluíssem em suas orações o nome do então ministro da Defesa e de outros dezesseis generais de quatro estrelas.

A mensagem dizia: “Pedindo para que Deus lhes dê a coragem de salvar o Brasil, lhes ajude a vencer a covardia e os estimule a agir com consciência histórica e não apenas como funcionários públicos de farda (…)”.

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Print de mensagem inserida no relatório da PF / Reprodução

A PF concluiu que a mensagem demonstra que o padre, “logo após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais, já disseminava a ideia de um golpe de Estado apoiado pelas Forças Armadas, para manter o então presidente no poder e impedir a posse do governo eleito”.

A investigação sobre a trama golpista resultou no indiciamento de 37 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e os ex-ministros Augusto Heleno e Anderson Torres. O caso segue em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).