Mulheres em situação de violência podem buscar acolhimento sigiloso em São Paulo
São Paulo conta com 47 abrigos para mulheres em situação de violência, com acolhimento sigiloso e possibilidade de atendimento aos filhos.
Mulheres que enfrentam situações de violência doméstica ou familiar podem procurar a rede de assistência social para receber orientação e, quando necessário, acessar serviços de acolhimento. No estado de São Paulo, são 47 abrigos regionais e municipais, distribuídos por 92 municípios, com capacidade para atender até 1.296 pessoas.
Os serviços oferecem acolhimento em ambiente seguro e sigiloso para mulheres que precisam se afastar do agressor. Filhos menores de idade também podem ser recebidos junto às mães, quando necessário, com o objetivo de preservar a unidade familiar durante o período de proteção.
Ao todo, o estado conta com 12 unidades regionais e 35 municipais. O período de acolhimento pode chegar a seis meses, com possibilidade de prorrogação conforme avaliação da equipe técnica responsável.
As unidades são cofinanciadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), e administradas pelos municípios.
Como buscar atendimento
O primeiro passo é procurar a rede de assistência social do município. Mulheres que estejam enfrentando violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial, ou que estejam sob ameaça, podem buscar atendimento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo.
A equipe responsável realiza a escuta da mulher, avalia a situação de risco e define quais medidas de proteção são mais adequadas para cada caso.
Quando existe risco à integridade física, a mulher pode ser encaminhada para um serviço de acolhimento. Os filhos menores de idade também podem acompanhá-la, quando necessário.
O acolhimento é voluntário.
O que os abrigos oferecem
Durante o período de permanência, as mulheres têm acesso a diferentes serviços de assistência e acompanhamento. Entre os atendimentos oferecidos estão:
- acolhida em ambiente seguro e sigiloso;
- alimentação;
- acompanhamento psicossocial;
- encaminhamento para serviços de saúde;
- orientação sobre trabalho e geração de renda;
- suporte jurídico, quando necessário;
- ações de qualificação profissional;
- encaminhamentos para inclusão produtiva;
- apoio para o fortalecimento da autonomia pessoal, social e financeira.
O atendimento é realizado de maneira integrada com diferentes áreas do poder público. A equipe dos serviços de acolhimento atua em conjunto com a rede socioassistencial, unidades de saúde, sistema de Justiça e outros serviços que fazem parte da rede de proteção.
Atendimento busca fortalecer a autonomia
A articulação entre os diferentes serviços busca garantir que as mulheres e seus filhos tenham acesso a atendimento jurídico, psicossocial e a benefícios socioassistenciais, de acordo com as necessidades de cada caso.
Além da proteção imediata, o acompanhamento também busca oferecer condições para que a mulher possa reorganizar a própria vida e fortalecer sua autonomia pessoal, social e financeira.
Para mulheres que estejam em situação de violência ou ameaça, procurar a rede de assistência social pode ser o primeiro passo para receber orientação e avaliar as possibilidades de proteção disponíveis no município.