
Um caminhão praticamente novo ficou 30 anos guardado acumulando poeira em um depósito em Osasco.
O veículo, fabricado pela Mercedes-Benz, foi adquirido zero quilômetro em 1990, época da hiperinflação. Inicialmente, o dono o manteve guardado pensando em revender futuramente como uma espécie de poupança, uma das medidas inusitadas usadas para preservar o dinheiro em meio à desvalorização da moeda no período.
O tempo foi passando e nada de o caminhão Mercedes 1618 ser vendido ou colocado nas ruas. Assim, 30 anos depois, o veículo soma apenas 40 quilômetros rodados. Ou seja, há três décadas guardado em Osasco, veículo provavelmente não passou sequer pela Ponte Metálica, inaugurada no fim de 1992.
O “achado” em Osasco acaba de ser adquirido pelo comerciante de veículos antigos Reginaldo Gonçalves, o Reginaldo de Campinas, que soube da situação do caminhão por meio de um amigo que conhece o ex-dono do caminhão.
“O primeiro dono ofereceu o Mercedes a esse amigo, que não tinha interesse e me avisou que o 1618 estava à venda. Há menos de um mês, fui ver o veículo, ainda coberto por uma lona e todo empoeirado. A quilometragem anunciada bateu e logo fechamos negócio”, contou Reginaldo, sem revelar o valor da aquisição, em reportagem do portal UOL Carros.
Volta no tempo
O novo proprietário mandou higienizar o veículo e agora ele aparente um veículo recém-saído da concessionária… no começo dos anos 1990, como uma volta no tempo. Volante, painel, bancos… tudo novinho e sem marcas. “É bater o arranque e sair rodando. O dono trocou a bateria há pouco tempo ligava o motor regularmente. A parte mecânica está em ordem”, disse Reginaldo, que pretende colocar o caminhão à venda em breve, sem revelar ainda quanto pretende pedir por ele.
A expectativa é que o veículo seja revendido a um colecionador, que deve mantê-lo ainda longe das ruas, mas dessa vez sem deixá-lo acumulando poeira. “Não vale a pena pagar muito por um caminhão antigo zero-quilômetro para sair rodando com ele. Fosse assim, o veículo perderia o que tem de especial para virar apenas um exemplar de segunda mão pouco rodado”, disse o comerciante de veículos antigos, ainda ao UOL Carros.