A ex-servidora da Prefeitura de Osasco Luísa Ivana Almeida da Silva foi agraciada com o Título de Cidadã Osasquense nesta semana. A homenagem, proposta pela vereadora Juliana da AtivOz (PSOL), reconhece os serviços prestados por Ivana à cidade durante sua trajetória profissional.
Ivana, que atuou como agente de saúde e vigia municipal, dedicou anos de sua vida ao município. Sua história de vida começou em 1967, em Baixa Grande (BA), de onde se mudou para Osasco, aos 15 anos.
Ao longo de sua trajetória profissional, Ivana se destacou por sua postura engajada e por defender a importância da participação popular nas políticas públicas. Sua militância, iniciada durante sua atuação como agente de saúde, a impulsionou a se formar em Nutrição, buscando sempre aprimorar seus conhecimentos e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
“Quem faz um trabalho-cidadão espera reconhecimento, nada mais”, declarou Ivana em seu discurso, emocionando a todos presentes. “A gente não espera pagamento e favores, mas sim que se façam políticas públicas que nos atendam, que atendam nossa gente, em especial a pobre e periférica”.
Após anos de serviço público em Osasco, Ivana, atualmente nutricionista na Prefeitura de São Paulo, continua atuante na luta por uma sociedade mais justa e igualitária. “A Ivana é uma mulher de todas as lutas. Não tinha como não dar a ela o Título de Cidadã Osasquense”, afirmou Juliana da AtivOz.
“Ela nunca se retirou de numa luta e fez um trabalho que muitas vezes é inviabilizado pela cidade. Como vigia, ela fazia um trabalho de diálogo com as pessoas. Ela nunca parou”, completou durante a entrega da honraria, na última quarta-feira (6).
A homenagem contou com a presença de amigos, familiares e personalidades da cidade, como a ex-vereadora Mazé Favarão, que lembrou o significado do Título de Cidadão Osasquense, e exaltou a trajetória de Ivana como exemplo de dedicação à cidade.
“É preciso dar o Título às pessoas que adotaram a cidade, assim como a Ivana, que ‘chacoalhou’, em um período muito importante, as estruturas dos conselhos. Ela defendeu participação; ela foi resistência”, afirmou Mazé Favarão.