Justiça mantém preso empresário suspeito de matar ex-companheira e filho dela em Cotia
Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (5), após ser detido na zona oeste de São Paulo
A Justiça manteve preso nesta quinta-feira (5) o empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, suspeito de matar a ex-companheira, a advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e o filho dela, Raphael Faria Lima Ferrari, de 6 anos, em Cotia.
Eric passou por audiência de custódia após a prisão temporária decretada durante as investigações. A Polícia Civil agora espera ouvi-lo formalmente sobre o caso.
O empresário foi localizado na noite de quarta-feira (4), em uma residência no bairro Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, e levado para a Delegacia de Polícia de Cotia.
Segundo os investigadores, Eric é o principal suspeito das mortes. Ele não confessou o crime e negou envolvimento quando foi questionado por jornalistas na delegacia.
Suspeito estava com mãe e filho antes das mortes
Anna Gabriela e Raphael foram encontrados mortos dentro de um apartamento no bairro Lajeado, em Cotia.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram Anna, o filho e Eric entrando juntos no condomínio na noite de domingo (1º). Durante a madrugada de segunda-feira (2), o empresário aparece deixando o local sozinho.

Suspeito foi flagrado deixando o condomínio /Fotos: Reprodução
Os corpos foram descobertos posteriormente no imóvel.
De acordo com a Polícia Civil, o caso chegou ao conhecimento das autoridades depois que uma advogada procurou a delegacia e relatou uma informação recebida por um escritório de advocacia do interior de São Paulo.
Ainda segundo a investigação, o próprio Eric teria telefonado para informar que havia dois corpos em um imóvel em Cotia e fornecido o endereço.
Investigação continua
A delegada Mônica Gamboa, responsável pelo caso, afirmou que o empresário não confessou os assassinatos e não demonstrou arrependimento.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias e a motivação das mortes. Os exames periciais também devem contribuir para esclarecer a dinâmica do crime.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Cotia como feminicídio e vicaricídio, termo utilizado para o assassinato de um filho ou outra pessoa próxima com o objetivo de atingir uma mulher. Eric permanece preso enquanto as investigações avançam.