Nesta quinta-feira, 15, Dia dos Professores, alunos, pais e professores da rede pública paulista de ensino foram às ruas em protesto contra a reestruturação escolar anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Horas após o início do ato, um grupo de mascarados tentou invadir o portão do Palácio dos Bandeirantes, atirando latas e garrafas. A Polícia Militar reagiu e lançou bombas de gás contra o grupo.

A manifestação teve início às 8h, no Largo da Batata, em Pinheiros, e reuniu alunos de todas as cidades onde foram anunciados fechamentos de escolas. Após se concentrarem, os alunos fizeram uma assembleia por volta das 9h30, quando foi aprovado o trajeto até o Palácio dos Bandeirantes passando pela Marginal Pinheiros. A PM afirmou que o tumulto teve início por volta das 13h30 e que utilizou “munição química” para conter o grupo encapuzado.
O protesto foi organizado pela União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo e pela Apeoesp (sindicato dos professores). Novas manifestações estão sendo agendadas pela internet para acontecer nas próximas semanas. A maior delas deve ocorrer na terça-feira, 20, na capital paulista, a partir das 15h, na Praça da República, no centro. O governo do estado ainda não se manifestou em relação aos protestos.
Reestruturação
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou um pacote de reestruturação da educação, com o objetivo de organizar o ensino por faixa etária. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, algumas unidades terão apenas turmas de ensino médio, outras só dos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e outras apenas as séries finais (6º ao 9º).
Na região, 25 escolas devem ser fechadas em Osasco, Carapicuíba, Cotia, Itapevi e Taboão da Serra, segundo a Apeoesp. Ao todo, o estado deve fechar 155 unidades.
O plano veio após a análise da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), que apontou tendência de queda de 1,3% ao ano da população em idade escolar no estado. De acordo com a secretaria, entre 1998 e 2015, a rede perdeu 2 milhões de alunos. Atualmente, a rede tem 3,8 milhões de alunos matriculados.