
O grupo de manifestantes que acampou em frente ao Arsenal de Guerra de Barueri começou a desmontar as barracas logo após a posse do presidente da República Luís Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (1º). Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro protestavam contra a vitória de Lula no segundo turno, ocorrido no dia 30 de outubro, com reivindicações inconstitucionais.
Bandeiras do Brasil, faixas e cartazes ficaram espalhados no local, que recebia dezenas de pessoas aos finais de semana e feriados. “A gente ficou lá para mostrar ao Exército que estamos com ele e que iríamos apoiar qualquer atitude, entendeu?”, disse uma participante dos atos ao Visão Oeste.

O movimento, no entanto, foi perdendo forças com o passar dos dias. Já as redes sociais, houve diversos relatos de populares que dizem ter sido atingidos com ovos e pedras após reclamarem do congestionamento no entorno por conta dos protestos.
Após quase dois meses acampados no local, os manifestantes decidiram voltar para casa. A viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos ainda no ano passado e a posse de Lula ocorrida ontem derrubaram o ânimo dos participantes dos atos considerados antidemocráticos por pedirem anulação do resultado das eleições presidenciais e intervenção militar.
O desmonte dos acampamentos montados em frente aos quartéis do Exército acontece não apenas em Barueri, mas em diversas cidades espalhadas pelo país.