segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Barueri

Pesquisa, dados e redes sociais: Instituto MAS debate preparação para eleições de 2028

Idealizado pelo cientista político Marcos Agostinho, fundador do Instituto MAS, o encontro em Alphaville abordou temas como mudanças demográficas, uso estratégico de dados, pesquisas quantitativas e qualitativas, inteligência de imagem pública e tecnologias aplicadas à política

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 28/09/2026 15:33 Siga-nos no Google News
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O Instituto MAS Pesquisa reuniu especialistas em pesquisa, política, estatística e comunicação para discutir os possíveis cenários das eleições municipais de 2028. O seminário técnico “Perspectiva 2028 & Os Rumos da Política na Região Metropolitana de São Paulo” foi realizado em 19 de setembro, em Alphaville, Barueri.

Idealizado pelo cientista político Marcos Agostinho, fundador do Instituto MAS, o encontro abordou temas como mudanças demográficas, uso estratégico de dados, pesquisas quantitativas e qualitativas, inteligência de imagem pública e tecnologias aplicadas à política.

A programação também discutiu os possíveis reflexos das eleições de 2026 nas disputas municipais seguintes.

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“Quem pretende disputar uma eleição precisa conhecer o eleitorado, conhecer a si mesmo e aprimorar sua atuação nas redes sociais. Isso exige dados confiáveis sobre as pessoas e os territórios”, afirmou Marcos Agostinho durante o evento.

Mudanças no eleitorado

Na abertura do seminário, o sociólogo Ricardo Antunes de Abreu e o analista e técnico do IBGE Jefferson Mariano falaram sobre as transformações demográficas e seus impactos nas políticas públicas e no comportamento eleitoral.

Entre os assuntos abordados esteve o envelhecimento da população, que pode alterar a composição do eleitorado e as demandas apresentadas aos gestores públicos.

Jefferson também apresentou fontes públicas de dados que podem ser utilizadas por pesquisadores e gestores, entre elas a PNAD Contínua e o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE).

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Segundo a apresentação, essas bases podem auxiliar na elaboração de amostras de pesquisas e no planejamento de políticas públicas.

Pesquisa quantitativa e qualitativa

A analista e consultora de marketing Roseli Zabukas, que também atuou como moderadora das pesquisas políticas, abordou as diferenças entre pesquisas quantitativas e qualitativas.

Enquanto os estudos quantitativos ajudam a medir tendências e comportamentos, as pesquisas qualitativas buscam compreender as percepções e motivações que estão por trás dos números.

A diretora da C&K Coleta, Cláudia Ishikawa, apresentou ainda a metodologia de pesquisa por telefone, conhecida como CATI, adotada pelo Instituto MAS a partir da pandemia.

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Nesse modelo, o recrutamento começa pelo WhatsApp, com informações sobre o estudo. A entrevista telefônica é realizada somente depois da concordância do participante, com participação voluntária e garantia de sigilo.

Debate sobre acurácia das pesquisas eleitorais

Outro tema do seminário foi a acurácia das pesquisas eleitorais, conceito utilizado para indicar o grau de proximidade entre o resultado apontado por um levantamento e os números registrados nas urnas.

O advogado eleitoralista Bruno Cristaldi explicou que a criação de um eventual selo de acurácia ainda está em discussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não foi regulamentada.

A proposta discutida busca reconhecer institutos que cumpram as regras de registro e divulgação de pesquisas e apresentem histórico consistente de resultados.

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“Estatística não é mágica. A pesquisa representa uma fotografia daquele momento, não uma previsão exata. O selo pode valorizar os institutos que trabalham com metodologias consistentes”, afirmou Cristaldi.

Durante o encontro, Marcos Agostinho apresentou resultados obtidos pelo Instituto MAS em diferentes disputas eleitorais e comparou a metodologia utilizada pela empresa com levantamentos de institutos de atuação nacional.

Segundo ele, pesquisas voltadas especificamente para cada município podem considerar características locais que não necessariamente aparecem em levantamentos de abrangência nacional.

“Uma metodologia nacional pode ser consistente e, ainda assim, não captar as particularidades de uma cidade. A pesquisa local precisa conhecer o território, seus bairros e a distribuição do eleitorado”, disse.

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Tecnologia para monitorar imagem pública

A programação também apresentou ferramentas de tecnologia aplicadas ao acompanhamento do cenário político.

Jeferson Marinho, do Portal Visão Oeste e da agência Nova Onda Comunicação, apresentou o PolitiPulse, ferramenta de inteligência desenvolvida em parceria com o Instituto MAS.

jeferson martinho politipulse

Jeferson Martinho durante seminário / Divulgação

A tecnologia monitora a imagem pública de governos e agentes públicos nas redes sociais e transforma dados digitais em informações estratégicas. A proposta é identificar demandas, riscos e tendências e auxiliar no acompanhamento de possíveis situações de crise.

Para a participante Mari Tavelli, de Barueri, a ferramenta pode contribuir para o acompanhamento do ambiente digital.

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“A ferramenta funciona como um termômetro das redes sociais. Para quem trabalha com política, compreender esse cenário é fundamental. A eleição de 2028 já começou”, afirmou.

Participantes destacam planejamento antecipado

O vereador de Itapevi Thiago Moitinho ressaltou a importância de começar o planejamento político com antecedência.

“Todo político ou profissional que trabalha com política precisa ter acesso ao conhecimento reunido pelo Marcos em quase 30 anos de pesquisas e estratégias”, declarou.

O empresário e mentor Cido Rodrigues destacou a possibilidade de transformar os dados apresentados em estratégias de comunicação e ações práticas.

“As informações levantadas pelo Instituto MAS podem ser transformadas em estratégias, projetos e ações de comunicação. Esse olhar diferenciado para os números faz toda a diferença”, afirmou.

Já João Santos, presidente do Mobiliza de Cotia, avaliou que o conteúdo apresentado contribui para a compreensão do cenário político e para o planejamento futuro.

“As informações apresentadas ajudam a compreender o cenário atual e a nos organizar para o futuro”, disse.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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