terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Barueri

Cinco policiais são denunciados por corrupção na Grande São Paulo

Outras três pessoas também foram denunciadas por suposto envolvimento no esquema investigado pelo Ministério Público em cidades como Cotia, Barueri, Santana de Parnaíba e Taboão da Serra

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 06/10/2026 18:32 Siga-nos no Google News
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) denunciou cinco policiais civis e outras três pessoas no âmbito da Operação Merx, deflagrada em agosto para investigar suspeitas de corrupção envolvendo agentes da Polícia Civil e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os policiais teriam usado a função e recursos disponíveis no cargo para abordar caminhões que transportavam aparelhos eletrônicos provenientes de descaminho. As cargas teriam entrado clandestinamente no país pela fronteira com o Paraguai e tinham como destino a Região Metropolitana de São Paulo.

De acordo com a denúncia apresentada em setembro, após as abordagens, os policiais exigiam, direta ou indiretamente, vantagens indevidas equivalentes a 70% do valor estimado da carga para liberar as mercadorias e os motoristas.

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Ainda segundo o MPSP, em alguns casos os agentes registravam apenas uma pequena parte dos produtos como apreendida, para dar aparência de legalidade à ação. Em outras situações, não haveria registro da ocorrência e toda a carga teria sido devolvida.

Os cinco policiais foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os outros três denunciados respondem por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Operação Merx

A Operação Merx foi deflagrada em 28 de agosto pelo MPSP e pela Corregedoria da Polícia Civil. Na ocasião, a Justiça havia determinado a prisão preventiva de sete investigados, além de buscas e apreensões, quebra de sigilos e bloqueio de bens de até R$ 4 milhões.

As diligências ocorreram em cidades como Cotia, Barueri, Taboão da Serra, Santana de Parnaíba, Embu das Artes e São Paulo, além de municípios do Paraná e de Goiás. A investigação apontou, naquele momento, quatro episódios desde 2024, com suspeita de cobrança de aproximadamente R$ 2,35 milhões em vantagens indevidas.

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Na nova denúncia, os promotores pediram à Justiça a fixação de R$ 2,3 milhões como valor mínimo para reparação por dano moral coletivo.

O GAECO também requereu a perda, em favor de fundos estaduais, dos valores e bens dos denunciados que foram bloqueados, apreendidos, arrestados ou sequestrados durante o processo, além da perda dos cargos públicos dos cinco policiais civis denunciados.

As denúncias ainda serão analisadas pela Justiça. Os investigados passam a responder às acusações no processo, sem que isso represente condenação definitiva.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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