Leandro Conceição
A apenas 13 dias do início da Copa do Mundo, ainda é raro ver ruas e casas enfeitadas, pessoas vestidas com verde e amarelo, no clima para torcer pelo Brasil. Em meio aos protestos contra a realização do evento no país, comerciantes dos arredores do calçadão da rua Antonio Agu, em Osasco, maior centro comercial da região, temem que os produtos para a Copa encalhem.
“Trabalho há 14 anos nesta loja e, por enquanto, esta está sendo a pior Copa. As manifestações estão desanimando o pessoal”, avalia a gerente da loja de artigos esportivos MR Sports, Lúcia Helena Oliveira. Oscar Yanachi, das lojas Miamor, afirma que “por enquanto, está vendendo bem menos que nas outras Copas”.

Para o camelô Amilton Lourenço da Silva, que tem a banca repleta de produtos com as cores do Brasil, “se a Copa fosse lá fora, o movimento seria melhor”. “Por ser aqui, tem muita gente que está contra a Copa”.
Eles esperam que a torcida se anime na véspera e no decorrer do Mundial. “Vai começar a vender mais nos últimos 10 dias antes [do Mundial]”, espera Yanachi. “Vamos torcer para que corra tudo bem na Copa, que o Neymar faça seus gols e a gente fature mais”, diz Silva.
Morador do Jd. Piratininga, o empresário Rodrigo Teodoro diz que a vizinhança está com uma postura diferente a das outras Copas. “Já era para estar tudo enfeitado, e não tem nada”. Nos Jardins São Pedro e Santo Antonio, a falta de clima para a Copa é semelhante, relatam Amilton e Lúcia, moradores destes bairros.