quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Carapicuíba

Perito é condenado por fraude em laudo de acidente aéreo com filho de Alckmin em Carapicuíba

Justiça aponta falsidades em relatório sobre queda de helicóptero que matou filho de Alckmin e quatro outros em 2015; empresa de manutenção local foi indevidamente acusada.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 03/09/2024 16:03 Siga-nos no Google News
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A Justiça paulista condenou em segunda instância o perito Hélio Rodrigues Ramacciotti por inserir informações falsas no laudo pericial do acidente de helicóptero ocorrido em Carapicuíba, em abril de 2015. O trágico evento resultou na morte de cinco pessoas, incluindo Thomaz Alckmin, filho caçula do atual vice-presidente Geraldo Alckmin.

O desembargador Marcelo Gordo, relator do processo no Tribunal de Justiça, afirmou que “houve omissões e distorções inaceitáveis no laudo, que influenciaram na apuração da causa do acidente”. A decisão destaca que as afirmações fraudulentas do perito levaram ao indiciamento indevido de funcionários de uma empresa de manutenção sediada em Carapicuíba.

O acidente ocorreu quando o helicóptero, em fase de testes após revisão, caiu sobre uma residência em um condomínio de Carapicuíba. A aeronave havia passado por manutenção em uma empresa local, a Helipark, cujos mecânicos estavam a bordo no momento do acidente.

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Segundo o processo, foram identificadas informações falsas relacionadas ao painel das chaves do helicóptero, o modelo e a certificação da aeronave. Além disso, o perito teria prestado informações sobre exames que não realizou.

A condenação de Ramacciotti inclui três anos e um mês de reclusão em regime aberto, substituída por prestação de serviços comunitários e pagamento de multa. O perito também foi punido com a perda da função pública, embora ainda possa recorrer da decisão.

A defesa do perito, representada pelo advogado Daniel Bialski, afirma que “jamais se pode aceitar essa acusação de que o acusado fez falsa perícia” e que as supostas falsidades apontadas pelo Ministério Público “se baseiam tão somente na fantasiosa versão apresentada pela promotora de Justiça”.

 

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*Com informações do UOL

Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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