O pro-reitor da Unifieo, Franco Cocuzza, reclama em sua página no Facebook a captação de alunos da instituição por uma outra universidade.
“Lamentável! O que uma Instituição que faz isso ensina nas aulas de ética para os seus alunos?”, questiona. “O UNIFIEO é maior que a crise econômica que assola o pais, e sairá vencedor para brilhar novamente e por mais 50 anos formará cidadãos”.
Em sua maior crise financeira, a Unifieo não paga os salários dos professores há seis meses. No começo desta semana passada, mais de 100 docentes em greve desde novembro devido aos seis meses de salários atrasados foram demitidos por justa causa, por telegrama. Eles devem ir à Justiça contra a instituição.
Nova administração demite e corta cursos
De 2012 a 2016, o Unifieo perdeu cerca de 3,7 mil alunos e atualmente tem 1.756 estudantes. Diante deste cenário, além de demitir professores, a nova administração iniciou um Plano de Demissão Voluntária para funcionários de outras áreas da instituição, que totalizam 191 profissionais. Outra medida é diminuir o número de cursos, que hoje são 30.
Se professor depende apenas de salário do Unifieo, “problema dele”, diz pró-reitor
Em entrevista ao programa “Fala a Verdade”, da TV Osasco, exibido ao vivo nesta quarta-feira, 15, o pró-reitor do Unifieo, Franco Cocuzza, minimizou as alegações de dificuldades financeiras enfrentadas pelos professores da instituições, que estão com seis salários atrasados.
De acordo com Cocuzza, os docentes não dependem só dos vencimentos pagos pela instituição.
“Todo professor dá aula em dois, três, quatro locais (…) Se fulano optou em trabalhar [apenas] lá e trabalhar duas vezes na semana, problema dele”, disse, ao ser questionado no programa “Fala a Verdade”, da TV Osasco, sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pelos docentes que estão sem pagamento. O programa é apresentado pelos jornalistas Gurupy Martins e Nilson Martins.