Em crise, instuições de ensino de Osasco não conseguem arcar com pagamentos de docentes. Com professores sem receber há mais de quatro meses, Unifieo continua com greve de professores. Na Fito, profissionais só recebem parte dos vencimentos e recisões não têm sido pagas.
Unifieo// Mesmo com hipoteca de imóvel, docentes continuam sem receber
Carol Nogueira
2016 terminou e a crise no Centro Universitário Fieo (Unifieo) parece não ter fim. O prazo de dez dias dado pela Justiça para que a instituição pagasse os mais de quatro meses de salários atrasados dos professores venceu dia 24 de dezembro, período de recesso do Judiciário, e os profissionais da instituiçao continuam sem receber. Parte deles está em greve.
Como garantia de pagamento, a Justiça colocou na hipoteca o imóvel localizado na Rua Narciso Sturlini, Centro, onde funcionava o campus do curso de Direito.
São quatro meses de salários atrasados mais o 13°. Os docentes aguardam o fim do recesso do Judiciário para dar continuidade ao processo.
“Desde o final do ano, dia 20, mais ou menos, não temos qualquer informação por parte dos gestores, que, aliás, desapareceram. Silêncio absoluto”, disse o professor de sociologia Luiz Carlos Seixas.
Segundo ele, a instituição informou aos professores que o segundo semestre letivo de 2016 terá continuidade entre os dias 23 de janeiro e 18 de fevereiro. O primeiro semestre letivo de 2017 começa dia 20 de fevereiro.
Fito// Profissionais dizem que têm recebido só 40% dos salários
William Galvão
Há pelo menos seis meses professores concursados da Fundação Instituto Tecnológico de Osasco (Fito) não recebem os salários inteiros. Os pagamentos têm sido feitos de cerca de 40% dos salários, de acordo com denúncias dos docentes.
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Outros 15 professores contratados para projetos extracurriculares foram demitidos em dezembro, após ficarem um mês sem salário, e ainda não tiveram as rescisões acertadas.
“Fui demitido dia 14 de dezembro, não deram previsão de quando pagarão a rescisão”, disse um dos professores das aulas extracurriculares, que não quis se identificar por temer se prejudicar profissionalmente.
“Segundo o RH, primeiro seria pago o que era devido aos funcionários, aí o que sobrasse pagariam nossas rescisões”, explicou. “Parece que eles estão esperando trocar a gestão”.
Procurada pela reportagem, a instituição não deu nenhum prazo ou informações sobre pagamentos e alegou dificuldades por conta da troca de comando.
A Fito exonerou toda a direção no final do ano passado e passa por uma transição para a nova gestão do município.